Cuidar do coração da criança é acompanhar um órgão que ainda está se formando, do recém-nascido ao adolescente. É disso que trata a cardiologia pediátrica: entender o que é próprio de cada fase, separar o que assusta mas é normal do que pede atenção, e responder com clareza à dúvida que trouxe a família até aqui. A Dra. Bruna Carapeba conduz esse cuidado em Moema, São Paulo, e em Presidente Prudente.

Atuação em cardiologia e ecocardiografia pediátrica e fetal
Dra. Bruna Carapeba · CRM 129162/SP · RQE 71317 (Pediatria) · RQE 713171 (Cardiologia Pediátrica)
Foto bebê sendo examinado.

Por que o coração da criança não é o do adulto

O coração da criança está em obra. Ele começa a bater com cerca de três semanas de gestação e não para mais, e vai mudando de tamanho, de ritmo e de anatomia ao longo do crescimento. Por isso a leitura de um exame na criança não é a mesma do adulto: o que seria alteração em um coração adulto pode ser o funcionamento esperado de um coração que ainda amadurece.

Dois exemplos ajudam a entender. O ritmo do coração da criança varia com a respiração, acelera quando ela puxa o ar e desacelera quando solta, e isso, em geral, é normal, não uma arritmia. E muitas crianças nascem com pequenas comunicações, aberturas entre as câmaras do coração, que se fecham sozinhas nos primeiros anos. Quando aparecem no laudo, essas comunicações vêm em siglas que assustam mais do que explicam: CIV é a comunicação entre os ventrículos, as câmaras de baixo, e CIA a comunicação entre os átrios, as de cima. 

Existem mais de trinta tipos de cardiopatia congênita, e a maioria não tem o desfecho grave que o nome sugere. Estima-se que cerca de 1 em cada 100 bebês nasce com uma cardiopatia congênita, segundo informações divulgadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Traduzir essas siglas antes de qualquer decisão é parte do trabalho. Na consulta, a Dra. Bruna Carapeba desenha o coração na frente da família, mostra onde está a alteração e entrega o desenho para levar, para que ninguém saia com um nome no papel e um medo sem explicação.

Quando procurar a cardiologia pediátrica, por fase

Na maior parte das vezes, é o pediatra quem encaminha, e o encaminhamento não confirma doença: hoje se investiga cedo, por prevenção, sem esperar a complicação.

No recém-nascido e no bebê, os sinais que pedem avaliação são o sopro ouvido no berçário, o cansaço ou a dificuldade nas mamadas, a coloração arroxeada de lábios e extremidades e o achado no pré-natal. Na primeira infância e na idade escolar, entram o sopro ouvido na rotina, a palpitação, o desmaio e a liberação antes de uma cirurgia ou do esporte. Na adolescência, ganham peso os sintomas no esforço e o histórico familiar de arritmia ou de morte súbita. Em todas as fases, o histórico da família é levado a sério, porque algumas cardiopatias têm componente hereditário.

Cada uma dessas portas tem uma página própria, com o que observar e o que esperar: o sopro no coração, as arritmias, a cardiopatia congênita na infância e a avaliação para atividade física.

Como é a consulta, passo a passo

A consulta começa pela escuta, antes de qualquer aparelho. A Dra. Bruna Carapeba ouve a história da criança e da família, faz o exame físico e a ausculta, e só então decide o que os exames precisam responder. Com uma criança pequena ou agitada, ela vai examinando durante a conversa, para a criança não se cansar de ficar parada.

Quando há indicação, o ecocardiograma é feito por ela mesma, no mesmo atendimento, com a criança convidada a ver o próprio coração na tela e música para ficar à vontade. O eletrocardiograma, quando entra, fica para o fim: é o exame cheio de fios, e muita criança pensa que vai levar choque, então ele vem depois, com a criança já mais tranquila. Reunir a consulta e os exames no mesmo dia, quando o quadro permite, evita que a família volte outra vez, em outro lugar, só para fechar a resposta. Entenda melhor o ecocardiograma infantil e o eletrocardiograma.

O princípio que orienta esse encontro é o de não conduzir pela política do medo. A Dra. Bruna Carapeba apresenta todas as possibilidades, mas apoia a conversa nas mais prováveis, que quase sempre são as mais favoráveis, e entrega a orientação por escrito para a família e para o pediatra.

Foto de criança na consulta médica

O sopro, a porta mais comum

O sopro é o motivo que mais traz crianças ao consultório, e vale repetir o essencial: sopro não é diagnóstico. É um som, o barulho do sangue passando pelo coração, e um som pede explicação. O sopro é um achado comum na infância. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a maioria dos casos corresponde ao chamado sopro inocente, relacionado ao fluxo normal do sangue e sem alterações estruturais no coração. Em outros casos, o sopro pode estar associado a uma cardiopatia congênita, como pequenas comunicações entre as cavidades cardíacas, algumas das quais podem fechar espontaneamente durante o crescimento.

Boa parte dos encaminhamentos nasce em uma ida ao pronto-socorro por febre ou resfriado: com o coração batendo mais rápido, o sopro fica audível e alguém pede a avaliação. Sair da consulta sabendo o nome do que a criança tem, ou sabendo que não há nada a tratar, é o ponto de chegada. A página sobre o sopro no coração detalha quando investigar e como é a avaliação.

Cardiopatia congênita, do feto ao adulto

A cardiologia pediátrica não começa no nascimento nem termina na infância. Quando o ultrassom da gestação levanta uma dúvida sobre o coração do bebê, a avaliação fetal esclarece o achado ainda na gravidez. O obstetra segue como o primeiro contato da gestante, recebe a orientação por escrito e, quando há indicação de um centro de referência, a gestante recebe a carta de encaminhamento. O acompanhamento do coração do bebê continua até o nascimento e, depois do parto, segue em cardiologia pediátrica.

Do outro lado da linha do tempo estão os adultos que nasceram com uma cardiopatia congênita e cresceram com ela. Um coração operado ou acompanhado na infância pede seguimento na vida adulta, porque muda com o tempo e algumas situações só aparecem anos depois. É a mesma área que cuida da alteração desde o começo que segue lendo esse coração adulto. Veja a cardiologia fetal, a cardiopatia congênita infantil e a cardiopatia congênita no adulto.

Quem encaminha e como funciona a devolutiva

A maioria das crianças chega por indicação do pediatra, e parte das gestantes pelo obstetra ou pela medicina fetal. A proposta é fechar a dúvida que motivou o encaminhamento e devolver o paciente a quem acompanha a criança no dia a dia, com laudo e conduta por escrito. Quando o caso exige acompanhamento cardiológico contínuo, ele é feito de forma articulada com o colega, e o encaminhamento a outras especialidades acontece quando o quadro pede. A página para o médico encaminhador descreve esse fluxo de par para par.

A avaliação com a Dra. Bruna Carapeba

A Dra. Bruna Carapeba cresceu dentro de hospital. O pai é médico há mais de cinquenta anos e atendia pacientes em casa, e é essa medicina próxima, com tempo para a conversa antes de qualquer exame, que ela leva para o consultório. São 13 anos dedicados à cardiologia pediátrica e fetal e mais de dez mil ecocardiogramas realizados, com formação em cardiologia pediátrica no InCor da FMUSP e em ecocardiografia pediátrica e fetal na Beneficência Portuguesa e no HC-FMUSP. Ela mesma faz o ecocardiograma e reúne, na mesma visita, o que ouviu na consulta e o que viu no exame.

Foto da Dra. Bruna

Perguntas frequentes sobre a cardiologia pediátrica

Na maioria das vezes, não. O sopro é um achado comum na infância e quase sempre é inocente. A avaliação existe para dizer, com nome, se aquele sopro é fisiológico ou se pede acompanhamento, e a família sai da consulta com essa resposta.

Não. Muitas alterações são simples: algumas se fecham sozinhas nos primeiros anos e outras pedem apenas acompanhamento. A necessidade de operar depende do tipo de cardiopatia e de como o coração evolui, o que às vezes só o tempo mostra.

Sim, quando se trata de cardiopatia congênita. Um coração que nasceu com uma alteração pede seguimento ao longo da vida adulta, como continuidade do cuidado iniciado na infância.

Em Moema, a consulta, o ecocardiograma e o eletrocardiograma podem acontecer no mesmo dia e no mesmo lugar, quando o quadro permite, com o resultado explicado na hora.

Atuação em cardiologia e ecocardiografia pediátrica e fetal
Dra. Bruna Carapeba · CRM 129162/SP · RQE 71317 (Pediatria) · RQE 713171 (Cardiologia Pediátrica)